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Universitário do CE é condenado a 27 anos de prisão pelo assassinato da ex-namorada

2 de jun. de 2022
3 min de leitura

Dennila Cris Dantas Barbosa, de 19 anos, foi morta na própria casa após o suspeito ver mensagens entre a vítima e o atual namorado dela em um notebook.

O universitário Giovane Eduardo Aniceto Araújo, de 24 anos, foi condenado a 27 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo assassinato da ex-namorada dele, Dennila Cris Dantas Barbosa, de 19 anos, em Araputanga, a 371 km de Cuiabá. Ela foi morta com facadas nas costas no dia 26 de junho do ano passado.


A decisão é do juiz Nildo Inácio da Vara Única de Araputanga.

Giovane foi condenado por feminicídio. De acordo com a decisão, o crime foi premeditado, já que o universitário comprou uma faca dois dias antes de matar Dennila.


O juiz ainda cita que Giovane sabia que a jovem estaria em casa sozinha, sem os familiares.


Conforme o magistrado, após o crime, ele furtou e vendeu o notebook de Dennila.


O caso


De acordo com o delegado Hebert Yuri Figueiredo Rezende, Giovane disse que ele e Dennila estavam jogando no computador e em um determinado momento a vítima saiu para ir no banheiro.


Enquanto ela estava lá, ele abriu o notebook dela e estava checando uma rede social. Segundo Giovane, ele viu as mensagens entre a vítima e o então atual namorado, o que motivou a cometer o crime.


Nas imagens de uma câmera na vizinhança da casa da vítima, Giovane aparece observando a movimentação na rua da casa dela.

Apesar de dizer para a polícia que ao matar a ex-namorada, agiu por impulso por causa de ciúmes, as imagens de câmeras de segurança de um mercado em Araputanga registraram o momento em que Giovane escolhe a faca usada no crime.


Isso aconteceu dois dias antes do assassinato.


De acordo com a polícia, o assassinato havia sido planejado já que Giovane viajou por 3,5 mil km, do estado Ceará até a cidade de Araputanga, porque não aceitava o fim do relacionamento.


Depois de matar Dennila, ele escreveu uma carta no computador de mesa dela, para simular que a vítima teria se matado, mas a polícia descobriu o homicídio pouco tempo depois.


“O corte que ela tinha no pescoço era incompatível com essa hipótese, porque era um corte muito profundo. Surgiu a informação que tinha um rapaz que estava tentando sair desesperadamente da cidade. A avó da vítima falou que ela tinha contado sobre o relacionamento com um rapaz do Ceará. A gente conseguiu conversar com um mototaxista. Ele mostrou o número da pessoa que tinha ligado para ele e era do Ceará”, disse o delegado.

Giovane foi preso em Cuiabá no dia seguinte. Ele tinha vendido o notebook da ex-namorada, cortado o cabelo, feito a barba e trocado de roupa.

O notebook foi recuperado e, além dele, os celulares do suspeito e da vítima foram encaminhados para a perícia.


A polícia encerrou o inquérito dez dias após a morte de Dennila.


Giovane era estudante de odontologia em Fortaleza e Dennila cursava ciências da computação. Gostava de desenho e jogos online. Morava com a mãe em uma casa em frente à delegacia da cidade.


A mãe dela, Selma Dantas, encontrou o corpo da filha quando retornou do trabalho.


Segundo Selma, Giovane e Dennila se conheceram em uma rede social e no começo de ano passado eles haviam se encontrado no nordeste.


“Ele comprou passagem de ida e volta para ela, conversei de videochamada, procurei quem era a família dele. 'Denna' ficou 15 dias lá. Eles se falavam todo dia. Depois, ela foi para a casa do pai dela, que mora em Cáceres. Quando ela voltou, eu perguntei como estava com Giovane. Vi que não estavam conversando como antes e ela falou que ele estava lhe sufocando”, disse.

Fonte: G1





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