top of page

Sequestro de dados em condomínios estimula busca por cibersegurança

14 de jun. de 2022
3 min de leitura

Recentemente uma administradora de condomínios foi surpreendida com o bloqueio total dos arquivos e para restabelecer o acesso ao material, foi coagida a pagar um resgate em Bitcoin, moeda virtual

O roubo de dados pessoais é o novo foco de cibercriminosos, o que tem tirado o sono de muitos síndicos e administradoras de condomínios em todo o país. Para se ter ideia, um relatório divulgado pela Kaspersky, empresa especializada em segurança digital, indica que na pandemia o número de ataques cibernéticos mais do que dobrou em comparação a 2019. Em Florianópolis um caso chamou atenção recentemente, quando uma gestora de condomínio foi surpreendida com o bloqueio total de arquivos digitais. Para restabelecer o acesso a sua base de dados, foi coagida a pagar um resgate em Bitcoin, moeda virtual. Episódios como esse têm estimulado o investimento em cibersegurança e não só para evitar o roubo de dados, mas também para atender a adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Em vigor desde 2020, o dispositivo passou a gerar sanções administrativas em caso de vazamentos ocorridos a partir de agosto de 2021, que vão desde simples advertência à multa de R$ 50 milhões sobre o faturamento, multa diária, sanções de proibições e ainda a publicização nos meios que houve o incidente, o que sem dúvida alguma compromete a credibilidade da empresa atacada. Eduardo Manzeppi, presidente da Comissão de Proteção de Dados e Privacidade da Ordem dos Advogados do Brasil - seccional de Mato Grosso (OAB-MT), explica que a LGPD foi criada para regulamentar o tratamento de dados, bem como determinar quem pode ter acesso a eles, por qual motivo e se é legal. E no caso dos condomínios, esses precisam cumprir as determinações assim como qualquer outra empresa.

Tentando mitigar esse tipo de risco e para atender as normas legais, diversos condomínios já estão procurando ferramentas que forneçam esse tipo de proteção tecnológica. Elaine Tozetto, síndica do condomínio Florais da Mata, faz parte desse grupo que foi atrás de alternativas que conseguem aumentar substancialmente o nível de segurança cibernética. “Isso permite ao condomínio garantir o sigilo e a segurança das informações. Hoje com o advento da tecnologia se tornou fundamental para a proteção contra eventuais ataques, o que gera maior confiança dos condôminos e gestores”, comenta Tozetto. Nessa busca, encontrou uma solução aderente às necessidades do condomínio na UP Solutions Tecnologia, empresa especializada em cibersegurança com forte atuação em condomínios de alto padrão. Norberto Prataviera, head de TI na UP Solutions, explica que os condomínios possuem uma série de dados sensíveis, como por exemplo, fotos dos moradores, visitantes e terceiros que são utilizadas no reconhecimento facial, além de dados como gênero, documentos de identificação civil, registros dos acessos dentre outros. Ele afirma que, no entanto, pela tecnologia, é possível manter a rede de dados segura. Isso é feito através da utilização de equipamentos específicos, que fazem o controle rigoroso de quem consegue ter acesso a ele dentro e fora da rede do condomínio. Ele explica ainda que para conseguir atingir esse nível de segurança são seguidos diversos protocolos definidos pelas normas nacionais e internacionais. documento é capturada diretamente pelo totem de autoatendimento. Todo esse conjunto de operações fornece mais segurança e garante ainda o atendimento à Lei Geral de Proteção de Dados. A recomendação é sempre trabalhar a prevenção efetiva, passando pelos princípios básicos de segurança da informação, confidencialidade, integridade, disponibilidade e autenticidade, afirmou Norberto.


Fonte: Mídia News

Comentários


d63ec30a03562c48f1115f7ff9a5f2e7.gif
d63ec30a03562c48f1115f7ff9a5f2e7.gif
bottom of page