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Senador, do partido de Bolsonaro, já projeta um Brasil sob o comando do PT

  • Welington R
  • 11 de out. de 2022
  • 2 min de leitura

Fagundes citou à Reuters que o poderoso setor do agronegócio do país é pragmático e vai se adaptar a uma eventual vitória do PT

Em entrevista à Agência de Notícias britânica Reuters, o senador mato-grossense, Wellington Fagundes (PL) – que se reelegeu com discurso de bolsonarista, mas nunca teve a coragem de fazer uma crítica sequer a Lula (PT) – já projetou um Brasil com o petista no comando.


A fala de Fagundes veio à tona, neste fim de semana, enquanto o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), do partido de Fagundes, e Lula ainda disputam, de maneira acirrada, um segundo turno que será definido somente em votação no dia 30 de outubro.


O discurso de Wellington, na verdade, não pegou nenhum bolsonarista de surpresa. O senador, inclusive, foi apelidado de “melancia”, durante o pleito eleitoral, já que seria “verde por fora e vermelho por dentro”, segundo apoiadores do presidente.


A menção é em virtude da aliança recente que Fagundes fez com todas as eleições, reeleições e governos tanto de Lula quanto de Dilma Rousseff (PT).


AGRO


Já reeleito, Wellington citou à agência europeia que o poderoso setor do agronegócio do país é pragmático e vai se adaptar a uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Wellington, do maior estado produtor de grãos do Brasil, disse à agência Reuters que espera que Bolsonaro conquiste a reeleição porque sua diretrizes políticas são as melhores para o Brasil. Todavia, ponderou que a volta de Lula “não seria o fim do mundo” para o setor, um dos maiores exportadores de alimentos do mundo.


“Os agricultores vão pular no colo de Lula depois da eleição. Eles são muito pragmáticos”, disse Fagundes, parlamentar há mais de 30 anos no Congresso Nacional (seis mandatos como deputado federal e um mandato como senador)


Blefe de Bolsonaro?


O líder do PL, partido de Bolsonaro, em Mato Grosso, disse ainda acreditar que Bolsonaro vai abrir mão do poder sem contestar o resultado do segundo turno no dia 30 de outubro se Lula vencer.


“Ele ataca o sistema eleitoral porque é um provocador”, disse o senador, referindo-se as ameaças de Bolsonaro contra a democracia e suas declarações de que o sistema de votação eletrônica está aberto a fraudes.


Era esperado


Para muita gente que acompanhou as falas de Wellington, não será apenas o AGRO, mas também ele próprio que deve “pular para o colo de Lula”, se é que um dia ele saiu do mesmo. A diferença, segundo apoiadores do presidente ouvidos pelo MINUTO MT, é que não se trata de pragmatismo, mas sim de “oportunismo”.


A vinda de Bolsonaro ao PL, no fim de 2021, foi um presente dos céus a Wellington, o que anulou um projeto bolsonarista ao Senado Federal. Caso esse cenário se formatasse, Fagundes teria enormes dificuldades de garantir a reeleição ao Senado Federal.


Diferentemente do que ocorreu na boa parte dos estados do país, com exceção das nove unidades da federação nordestinas, Bolsonaro fez a maior parte do deputados federais e senadores eleitos.


Em Mato Grosso, estado em que o capitão do exército é absoluto, Bolsonaro viu um correligionário se reelegeu ao Senado Federal. Ele, contudo, está longe de ser um aliado de confiança e, caso Lula vença, deve ser um dos primeiros a entrar na base governista.


Fonte: Minuto MT





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