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Recado de Max a Jayme e Botelho seria “míssil teleguiado” pelo Paiaguás

28 de fev. de 2022
2 min de leitura

A fala recente do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT, Max Russi (PSB), cutucando, sem citar nomes, relevantes lideranças que circundam e apoiaram o grupo político que atualmente está no poder, seria um recado encomendado de dentro do Palácio Paiaguás, apurou o MINUTO MT.

Nos últimos dias, a fala de Max, que acaba de perder o cargo de líder legislattivo para o Eduardo Botelho (DEM) – após reiteração do ministro do Supremo Tribunal Federal – STF, Alexandre de Moraes – escancarou uma tensão e tanto dentro da base governista.


Max, que sonhava com o espaço eleitoral de vice-governador na chapa situacionista de Mauro Mendes (UB), saiu politicamente enfraquecido após a decisão da alta cúpula do Judiciário, mas segue apostando na reeleição do governador e o defendeu de críticas que o mesmo vem recebendo de Jayme Campos (UB) e de outros aliados.


Para Russi, as reuniões de Jayme e do próprio Botelho, sinalizando uma possível composição com o atual senador, Wellington Fagundes (PL), que estuda candidatura a governador, seriam meras “chantagens” e “jogos de cena” para conseguirem espaço, tanto dentro da Administração como nas eleições, com o atual mandatário nacional.


“Na verdade eles estão fazendo uma pressão, estão tentado buscar um espaço que eu acho que o Mauro não tá aceitando, não está caindo em alguma chantagem que possa estar vindo aí, pressão que possa está vindo e estão tentando soltar na mídia que não estão contente”, enfatizou Russi.

Tanto Jayme quanto Botelho, todavia, já sabem de onde o míssil teleguiado e solto por Max saiu: do próprio Palácio Paiaguás. Mauro, que não é adepto de conversas francas e abertas, tanto que só se reuniu com Jayme, na semana passada, após o veterano deixar clara e pública sua insatisfação, segue preferindo falar por meio de mensageiros e via imprensa.


Essa situação, segundo uma fonte bem relacionada com ambos os lados, teria piorado ainda mais o horizonte do embate. Até mesmo políticos que estão longe dessa rusga interna teriam se surpreendido com o que ficou denotado por “falta de respeito”, por parte de Mendes. Um deputado ouvido pela reportagem lembrou o histórico, no mínimo, deselegante do gestor estadual com outras forças políticas.


“O Jayme pode ter seus defeitos, mas não pode ser desrespeitado em nenhum grupo político de Mato Grosso. Já provou por décadas, inclusive recentemente, sua força, mas o governador não valoriza seus aliados por isso, mas por questões pessoais. Tanto é que o sonho dele (Mauro Mendes) é ter o secretário Mauro Carvalho como vice ou disputando o Senado Federal, alguém que não tem voto nem dentro da própria casa. Mas isso não é novidade por parte do governador, só basta a gente lembrar um áudio, supostamente “vazado”, onde ele detona com Carlos Bezerra (MDB), liderança histórica, que estaria o pressionando por um “carguinho”, segundo o que diz Mendes. O governador crê que o Palácio Paiaguás é sua empresa”, disparou o parlamentar ouvido.

Fonte: Minuto MT

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