Produtores perdem terras para Bolsonaro, diz senador de MT ao justificar Lula
- Welington R
- 18 de jul. de 2022
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O senador Carlos Fávaro rebateu críticas feitas por produtores rurais, através de entidades como o sindicato rural, que emitiu inclusive uma nota de repudio contra o parlamentar, dizendo que não defenderia invasão de terras. O texto apontava que o político estaria apoiando ao movimento dos sem-terra (MST), ao formalizar sua aliança com o grupo formado por PT, PV e PCdoB, mas o ex-vice-governador retrucou, afirmando que os petistas fizeram muito mais pelo agronegócio do que o atual presidente da república, Jair Bolsonaro (PL).
Fávaro disse que respeita a democracia e o posicionamento da população, mas que não irá admitir ataques pessoais que venham denegrir a ele ou algum aliado com inverdades. O senador também afirmou, durante entrevista ao jornal do meio dia, da TV Vila Real, que decidiu apoiar a candidatura do ex-presidente Lula após comparar a gestão do petista com atual, de Bolsonaro.
O parlamentar também deixou claro que não apoiara invasão de terras pelo MST, mas que defende a reforma agraria. “Foi com Lula que a BR-364 foi construída. Nunca defenderei invasões de terras, bandidagem, grilagem. Agora, a reforma agraria, feita em terras públicas, ou até mesmo as privadas, desde que indenizadas de forma legal, é justa. Sou fruto dela. Os produtores que tem medo do MST, deveriam ter medo do Paulo Guedes e do Bolsonaro, que venderam os ativos do Banco do Brasil das quais faziam parte dividas de produtores daqui de Mato Grosso, por 12% do valor de face, e agora estão tomando a terra deles por conta de dividas e levando a leilão. Quem achou que perderia terra pro MST, está perdendo pro Bolsonaro”, afirmou.
O senador também frisou que por conta das posturas do atual presidente, muitos países impuseram restrições a exportação de produtos brasileiros. Um dos principais argumentos dos líderes estrangeiros é o incentivo de Bolsonaro ao desmatamento, que gerou um dos maiores índices de derrubada de florestas e de queimadas, nos últimos anos. Fávaro também citou o investimento feito pelo atual chefe do Palácio do Planalto na infraestrutura de rodovias e as comparou aos antigos governos petistas.
“O Governo Bolsonaro que incentivou grileiros a desmatarem a Amazônia. É um dos maiores desmatamentos da história brasileira, denegrindo a imagem e atrapalhando a comercialização dos produtos brasileiros pelo mundo afora. Temos que combater grileiros e baderneiros. Irei apoiar a reforma agraria, mas invasão, não. Quem fez a BR-163 foi o governo do PT. O Bolsonaro fez só 50 quilômetros dos mil que existem hoje. Os outros 950 quilômetros, foram nos governos petistas. A BR-242 que liga Sorriso a Querência, está com a metade dela pronta, desde o governo do PT. A outra metade, nem a licença o governo do Bolsonaro fez”, completou.
Fonte: Ubiratã News

























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