Policiais penais serão ouvidos em investigação sobre fuga de 14 presos da Penitenciária de Água Boa
Seis foram recapturados, sendo que um morreu em confronto com a força tática da Polícia Militar e outros sete seguem foragidos.

A força-tarefa da Polícia Civil irá ouvir cerca de 100 policiais penais e outras pessoas que estavam em serviço no dia que os 14 presos fugiram da penitenciária de Água Boa, a 730 km de Cuiabá.
Seis foram recapturados, sendo que um morreu em confronto com a força tática da Polícia Militar e outros sete seguem foragidos.
O inquérito policial foi instaurado pelo delegado regional, Valmon Pereira da Silva, contando com apoio do delegado de Ribeirão Cascalheira, Sérgio Almeida, e de outros servidores da regional.
Após os depoimentos, os procedimentos serão encaminhados à delegacia de Água Boa e serão reunidos no mesmo inquérito.
Agora, a polícia quer ouvir o máximo de pessoas que estavam no local no dia da fuga, com o objetivo de compreender, de fato, o que aconteceu.
No dia 3 de janeiro, os detentos fugiram da Penitenciária Major Zuzi, em Água Boa, por meio de um túnel subterrâneo, com 20 a 30 centímetros de espessura. Os presos utilizaram instrumentos artesanais feitos a partir das grades e das paredes das celas.
À noite, eles fugiram pelo túnel. No mesmo dia, no entanto, houve um motim durante o banho de sol, que foi controlado pelos agentes penais.
De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT), o túnel foi cavado no raio azul da ala 1, no local onde eles costumam sair das celas para ficar ao ar livre no pátio sob supervisão dos agentes penais. A extensão do buraco segue até a área da muralha da penitenciária.
A principal suspeita da fuga é que os presidiários fugiram para uma região de mata ciliar próxima ao presídio, onde dá acesso à BR-158.
Desde então, as forças policiais atuam em conjunto e já recapturaram seis fugitivos. A polícia busca o paradeiro dos outros sete.
Fonte: G1


























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