Max cobra retorno de Mauro nas eleições 2022 por fidelidade do PSB
- Welington R
- 14 de jun. de 2022
- 2 min de leitura
O líder do PSB ressalta que o partido não cobra espaço no governo e tem atuado com extrema fidelidade ao governador, mas agora quer apoio

Líder do PSB em Mato Grosso, o deputado estadual, Max Russi, tem usado a imprensa, nos últimos dias, para mandar um recado bem claro ao governador, Mauro Mendes (UB).
Russi tem procurado enfatizar, cada vez mais, sua disposição em levar a legenda a apoiar a recandidatura do governador, mas tem cobrado a fatura pelo partido ter sido fiel ao gestor estadual em todos os momentos, desde sua eleição até cada crise do mandato.
Em Mato Grosso, o PSB não vai dar palanque para o ex-presidente Lula (PT). Max Russi não assume, mas, emite sinais claros de que não vai institucionalizar uma oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PL).
Para seguir inteiramente ao lado de Mauro, todavia, Max está trabalhando para que o governador apoie a candidatura da médica Natasha Slhessarenko ao Senado Federal. Na imprensa, Russi lembrou que o partido não exige secretários e nem espaço para indicados, dentro da estrutura do Palácio Paiaguás.
Na visão de Russi e de outras lideranças do PSB, uma decisão do governador de apoiar Natasha ajudaria a pacificar a enorme tensão que se formou em torno da pressão de Neri Geller (PP) e Wellington Fagundes (PL), que buscam o mesmo cargo da médica, para ter Mendes no palanque.
Por outro lado, Max não se fechou totalmente em compor com a federação PT/PV e PCdoB, inclusive para reforçarem o projeto Natasha, desde que o grupo não lance candidato a Senado Federal, por questões óbvias, já que só há uma vaga em disputa. Outra condição é que o PT e cia não lancem governador.
Dentro deste cenário, caso se ajeite com a federação esquerdista, Max daria um grande argumento para Mauro sair pela tangente e justificar seu “não” ao projeto Natasha. Mendes já disse que não quer nenhuma ligação com o projeto de Lula presidente ao seu lado.
De sua parte, Natasha tem acompanhado agendas de Mauro e visivelmente “se arrastado” para ter o governador ao seu lado. Muito analista de plantão, contudo, crê que a pré-candidata não está fazendo conta, já que a partir deste movimento ela perde discurso e se afasta de bases de esquerda, como as presentes no funcionalismo público, que elegeram a mãe, Serys, há 10 anos.
A partir disso, Natasha se isola, já que bolsonaristas também não a enxergam como alvo de voto, o que praticamente inviabiliza a possibilidade de uma vitória majoritária, dentro do contexto atual.
Fonte: Minuto MT

























Comentários