Mauro Mendes já fala em candidatura ao Senado em 2026
- Welington R
- 10 de set. de 2022
- 2 min de leitura
Mauro, que disputa a reeleição, contraditoriamente afirmou que não é “chegado” em ficar se perpetuando em cargos eletivos.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), ainda está no meio do processo eleitoral de 2022, mas já está de olho em 2026 e admite a possibilidade de deixar o cargo daqui quatro anos (caso seja reeleito neste ano) para buscar novo projeto eleitoral, em específico o Senado Federal.
Daqui quatro anos, ele poderá disputar uma das duas vagas que estarão abertas para Mato Grosso ao Senado. A princípio, o candidato diz que pretende terminar o segundo mandato como governador, “mas sempre existe a possibilidade”. Para concorrer, ele terá que se desincompatibilizar em abril de 2026, deixando Otaviano Pivetta (Republicanos) no comando do Palácio Paiaguás.
“Dependendo da vontade de Deus, eu tendo vida, pretendo cumprir os quatro anos. Eu não vou desistir com um ano, com dois ou três anos. Mas sempre existe aquela possibilidade de, no quarto ano, se você quiser se candidatar a alguma coisa tem que se afastar ali no mês de abril. Isso é muito comum e muito recorrente”, disse em entrevista à rádido Capital FM, nesta semana.
“Lá na frente, em 2026 é possível, mas não tem nada definido. Não gosto disso [antecipar projetos eleitorais]. Vou falar disso lá em abril de 2026”, completa. Segundo o apurado pelo MINUTO MT, o “sonho” de Mauro é conquistar uma vaga para o Senado Federal e poder compor parlamento com o amigo de longa data e ex-secretário de sua gestão, Mauro Carvalho (UB), primeiro suplente de Wellington Fagundes (PL), que é favorito na corrida atual do Senado Federal.
Para que a engenharia dos dois Mauros dê certo, além de Mendes seguir no comando do estado, Wellington também teria que vencer e disputar o Governo do Estado, em 2026, abrindo vaga para Carvalho assumir a titularidade. Esse desafio, contudo, deve encontrar diversos obstáculos pela concorrência que o cargo deve ter.
Mauro, que disputa a reeleição, contraditoriamente afirmou que não é “chegado” em ficar se perpetuando em cargos eletivos. O governador se valeu de 2016, quando desistiu de um segundo mandato como prefeito de Cuiabá, para argumentar seu pseudodesapego Naquele ano, Emanuel Pinheiro (MDB), seu adversário político, foi eleito.
“Eu já mostrei claramente que não sou uma pessoa muito chegada nesse negócio de ficar perpetuando em cargo. Fui quatro anos prefeito de Cuiabá. Todo mundo tinha dúvidas se eu ia ou não ia ser candidato à reeleição [em 2016]. Mas agora estou indo, até para evitar que acontecesse no estado o mesmo que aconteceu aqui em Cuiabá”, disse, referindo-se a vitória de um adversário político.
Fonte: Minuto MT

























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