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Manifestantes insistem por código fonte de urnas em MT

  • Welington R
  • 16 de nov. de 2022
  • 3 min de leitura

Ao som do hino nacional, manifestantes marcharam, ajoelharam para rezar, entoaram cantos religiosos e pediram SOS FFAA,

O feriado da Proclamação da República foi marcado pelas manifestações que ocorreram em todo o país, concentradas na maior parte do caso em frente aos quartéis do Exército Brasileiro. Em Cuiabá, o movimento, chamado de Resistência Civil, levantou a voz neste feriado de Proclamação da República pela intensificação da investigação das eleições e transparência com a liberação do código fonte das urnas, reiterando a tese de fraude. Na capital, o grupo já está há 16 dias acampado com milhares de manifestantes na Avenida do CPA, postados na entrada da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada. Nos últimos dias, o ato ganhou reforços com novos apoiadores de todo o estado e caminhoneiros.


Ao som do hino nacional, manifestantes marcharam, ajoelharam para rezar, entoaram cantos religiosos e pediram SOS FFAA, que é um pedido de socorro pela intervenção das Forças Armadas. O clamor principal agora é pela liberação do código fonte, mas também carregam cartazes com dizeres como Supremo é o Povo. Os manifestantes não demonstram desânimo, apesar de terem um horizonte pouco definido. O movimento iniciou-se ainda no dia 30 de novembro, logo após ser anunciado o resultado das eleições, com bloqueios nas rodovias, mas diante de decisão judicial para que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) liberasse as estradas e até mesmo um pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL), o grupo migrou para os quartéis.

Durante a tarde desta terça-feira (15), os manifestantes que estão em frente à 13ª Brigada também pediram para que os vídeos e fotos feitos durante o protesto fossem para as redes sociais para mostrar que o grupo está forte e não irá recuar. Mesmo com alguns manifestantes indo à Brasília, entre eles centenas de caminhoneiros, para engrossar o ato na capital federal, uma multidão ainda seguiu em Cuiaba. Por questão de segurança, a Avenida do CPA sentido bairro-centro foi fechada.


“Queremos liberdade para falar sobre Deus. Queremos a defesa da família, não queremos a ideologia de gênero nas escolas. Não queremos também o Poder Judiciário interferindo na vida das pessoas. Queremos transparência nas eleições e a mídia não vai mostrar o nosso movimento, você é o nosso maior repórter, o patriota. Pegue seu celular, filme, poste, porque isto pode ter uma projeção enorme. A direita só começou há 4 anos, enquanto temos a esquerda há 30 anos no poder. A universidade está carregada de ideologia, escola com partido influenciando nossas crianças, não queremos isso”, discursou um dos participantes do ato no microfone.

Durante todo o dia o grupo se organiza com tendas separadas para o café da manhã e lanches, outra para o almoço, que geralmente é churrasco e ainda tem uma capela, onde são feitas orações 24 horas por dia. O grupo não pretende recuar até que a Justiça Eleitoral forneça o código fonte para que as Forças Armadas possam investigar de fato o sistema das urnas, atendendo um parecer recentemente enviado à Justiça Eleitoral.


NOVOS CAPÍTULOS


O site “O Antagonista” chegou a publicar que o partido PL, atualmente a sigla onde está filiado o presidente, Jair Bolsonaro (PL), derrotado por Lula (PT) nas urnas, pedirá a anulação das eleições em virtude de uma suposta inconsistência técnica sobre os dados de urnas de versões anteriores. Todavia, na noite de terça-feira (15), o Correio Braziliense publicou que o estudo feito pelo PL só será conhecido em dezembro, desmentindo que haverá a intervenção mais cedo citada e que deixou as redes sociais efersvencentes.


Bolsonaro, conforme tem feito desde a divulgação do resultado das urnas, segue sem fazer aparições e falas públicas. No feriado, apesar da multidão de apoiadores estarem pelas ruas de Brasília, o presidente, assim como o esperado, não participou dos atos, bem como outras autoridades públicas. Líderes do movimento, aliás, fazem questão que o mesmo siga tendo o rótulo de movimento popular e não-partidário.


Fonte: Minuto MT


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