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Justiça mantém presos 7 acusados de traficar drogas sintéticas

25 de mar. de 2022
2 min de leitura

Parte das investigações foi realizada no Sul do País, que é de onde vem a maioria dos entorpecentes


A Justiça manteve a prisão temporária dos sete homens presos acusados de integrar uma associação criminosa envolvida com o comércio de drogas sintéticas na Capital.

O grupo, que foi preso na quinta-feira (25), na operação “Doce Amargo”, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), passou por audiência de custódia.

No total foram cumpridas 16 ordens judiciais contra os investigados, sendo sete mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão domiciliar, sendo um deles na academia Kormann Fitness, no Bairro Parque Cuiabá, de propriedade de Luiz Fernando Kormann Júnior, um dos alvos.


Segundo as investigações da DRE, os alvos da operação atuavam na venda de drogas como ecstasy, MDMA, LSD, conhecidos popularmente como “bala”, “roda” e “doce”, além de outras substâncias como “loló”, lança-perfume ou clorofórmio.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas diversas porções de drogas sintéticas: 27 comprimidos de ecstasy, 294 selos de LSD, MDMA, 160 ml de Dicloretometano, além de porções anfetaminas, maconha e cocaína.

As buscas resultaram na apreensão de anotações relacionadas ao comércio das drogas, aparelhos celulares, computadores e mídias em geral que serão analisados preliminarmente pelos investigadores e depois encaminhados para a Politec para extração de dados que irão compor o acervo técnico da investigação.

Os trabalhos da DRE contam com apoio de outras polícias civis do Brasil, em especial de estados da região sul do país, uma vez que grande parte de drogas sintéticas vem dessa região, estendendo assim a investigação para fora do estado de Mato Grosso.

Segundo a delegada titular da DRE, Juliana Chiquito Palhares, com a deflagração da operação, será dado continuidade ao inquérito policial que apura os crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, com a análise de todo o material apreendido e novas diligências no prazo de 30 dias, que é o período de prisão temporária dos envolvidos.

“Novas investigações podem surgir com a análise do material apreendido e com a extensão do conhecimento sobre a ramificação do tráfico de drogas sintéticas na Capital. Ainda estamos trabalhando para esclarecer questionamentos apontados no início das investigações, como por exemplo como a droga chega à Capital, qual o principal canal e fornecedor para o estado”, explicou Juliana.

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