Idoso é expulso de condomínio após ser acusado de espionar vizinhas no banho
- Welington R
- 20 de jan. de 2023
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Um idoso, de 70 anos, foi expulso de um condomínio em Praia Grande, no litoral de São Paulo, acusado de ‘espionar’ vizinhas no banho [pelas janelas basculantes que dão acesso aos corredores do prédio], além de ameaçar, agredir e cometer injúrias contra outros moradores.
Conforme apurado pelo g1 nesta sexta-feira (20), os episódios começaram em 2020 e, no ano seguinte, ele teve a prisão preventiva decretada, mas a detenção acabou sendo convertida em internação psiquiátrica.
Ao g1, o advogado Thyago Garcia, que representa o condomínio no processo, revelou que o idoso já deixou o local. A reportagem também entrou em contato a defesa do acusado em busca de mais informações, mas não recebeu um retorno até a última atualização desta matéria.
Acusações
O idoso é acusado de importunação sexual por cinco moradoras do condomínio, sendo que, destes atos, três foram alvos de representações criminais.
Na decisão, há o registro – além dos casos de ‘espionagem’ nos banhos – que o homem chamou uma delas de “sapatona”, ameaçou estuprá-la e, em seguida, passou a amolar uma faca na direção dela. Ele também teria o ‘costume’ de exibir o órgão genital pelas dependências do local.
Nas imagens obtidas pelo g1 é possível ver um homem se aproximando da janela em um dos corredores do prédio. Segundo o advogado do condomínio, trata-se de um registro do idoso próximo ao apartamento de uma das moradoras que o acusaram da ‘espionagem’, embora não seja possível afirmar que o conteúdo seja um flagrante do crime.
Ainda de acordo com o advogado, o idoso também é acusado de agredir e ameaçar de morte o síndico do condomínio. Conforme registrado no documento, ele chegou a dizer a outros moradores que tinha “preparado a cova” do homem.
Prisão preventiva
O idoso teve o pedido de prisão preventiva decretado em agosto de 2021, após descumprir uma medida protetiva – distância mínima de 100 metros – estabelecida após ameaçar e perturbar o sossego do próprio síndico e de outros moradores, que não foram identificados à reportagem.
O pedido de prisão para o acusado, porém, foi convertido posteriormente na internação em uma clínica psiquiátrica, devido a problemas apontados como “possíveis transtornos mentais”.
Fonte: Primeira Hora

























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