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Grupo Veggi tem R$ 408 milhões bloqueados e Valdinei R$ 19

  • Welington R
  • 2 de dez. de 2022
  • 2 min de leitura

A decisão é da Justiça Federal de Campinas e totaliza o bloqueio de mais de R$ 1,1 bilhão das contas de investigados da Operação Hermes

A Justiça Federal de Campinas determinou o bloqueio de mais de R$ 1,1 bilhão das contas de investigados da Operação Hermes, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (1º), contra o comércio ilegal de mercúrio no país.


Dentre os alvos estão os integrantes do Grupo Veggi, de Mato Grosso, que tiveram contas bloqueadas até o montante de R$ 408,2 milhões. Gigante do garimpo do país, o empresário Valdinei Mauro de Souza teve determinação para que fossem bloqueados R$ 19 milhões de suas contas.


O genro e sócio de Valdinei, Ronny Morais Costa, teve montante de R$ 12,6 milhões bloqueados. Da empresa Salinas Gold Mineração, que pertence ao megaempresário, foram bloqueados mais R$ 9,4 milhões.


Outros R$ 44,4 milhões foram bloqueados da mineradora do empresário Marcelo Takahashi, a V.M. Minerações e Construção. Já a empresa paulista Metal MS Industrial Brasileira de Metais LTDA e Nothi Comercial tiveram tiveram bloqueados R$ 233 milhões e R$ 249,2 milhões, respectivamente.


Ambas também foram alvo de busca e apreensão.


Decisão


Conforme a decisão, os citados do Grupo Veggi deverão ter suas contas bloqueadas de maneira solidária (compartilhada) pelos citados na decisão.


“Como já explicitado no relatório, Grupo Veggi foi uma forma utilizada na representação para se referir a um grupo organizado de pessoas físicas e jurídicas envolvidas no comércio ilegal de mercúrio e assim denominado por envolver membros da família Veggi”, consta em trecho da decisão, assinada pela juíza federal Raquel Coelho Dal Rio Silveira.


Segundo a decisão, os elementos colhidos nas investigações feitos pela Polícia Federal “apontam para, no mínimo, o enriquecimento ilícito de todos os envolvidos, ao menos com os lucros obtidos em razão da comercialização ilegal de mercúrio e sua utilização no garimpo”.


A ação investiga crimes contra o meio ambiente e comércio ilegal de mercúrio no Brasil. O produto é destinado ao abastecimento de garimpos em estados da Amazônia Legal (Mato Grosso, Rondônia e Pará).


Em Mato Grosso, 10 pessoas foram presas na ação, sendo cinco da família Veggi.


Veja lista dos bloqueios:


– Salinas Gold Mineração: R$ 9,4 milhões


– Alain Stephane Riviere Mineração: R$ 10,9 milhões


– Valdinei Mauro de Souza: R$ 19 milhões


– Ronny Morais Costa: R$ 12,6 milhões


– M.M. Gold Minerações LTDA: R$ 10,9 milhões


– V.M. Minerações e Construção: R$ 44,3 milhões


– Cooperativa de Mineradores e Garimpos da Região de Aripuanã: R$ 31,9 milhões


– Metal MS Industrial Brasileira de Metais LTDA: R$ 233 milhões


– Wagner Fernando Gonçalves: R$ 86,8 milhões


– Nothi Comercial: R$ 249,2 milhões


– Grupo Veggi R$: 408,2 milhões


Formam o Grupo Veggi as seguintes pessoas físicas e jurídicas: Imobiliária Satélite Ltda EPP; Anderson Ferreira de Farias; Edgar dos Santos Veggi; Ali Veggi Atala; ADMF Comércio e Serviços LTDA; Arnoldo Veggi, Quimar Comercio de Produtos Químicos, Alberto Veggi Atala, BDV Trading Comércio Atacadista, Bruna Damasceno Veggi, Imobiliaria Paiaguás LTDA, Edy Veggy e Ali Veggi.


Fonte: Minuto MT


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