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Governo de MT suspende licitação de contestado BRT

19 de jan. de 2022
2 min de leitura

Empresas interessadas se uniram e requisitaram o adiamento, em virtude da intensificação da pandemia e redução de funcionários.


O Governo de Mato Grosso suspendeu, ontem (17), o processo licitatório para a contratação das obras do sistema de Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), em Cuiabá e Várzea Grande, que foi o modelo de transporte escolhido pelo governador, Mauro Mendes (DEM/UB), e aliados, para substituir o Veículo Leve sobre Trilhos – VLT, troca que no fim das contas deve custar mais R$ 2 bilhões aos cofres públicos.


De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), a decisão da suspensão do processo do BRT atende a um pedido das empresas interessadas no certame, em razão do aumento de casos de Covid-19, consequente, a diminuição de seus quadros de funcionários. A abertura das propostas da construção do sistema de transporte estava marcada para o dia 27 de janeiro.


Agora, a licitação com novas datas, será publicada pela Sinfra-MT no Diário Oficial do Estado (DOE). A concorrência será realizada na modalidade de Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDCi), do tipo menor preço. A obra está orçada em R$ 480.500.531,82, valor que compreende a elaboração dos projetos básicos e executivos de engenharia, de desapropriação, obtenção de licenças, outorgas, aprovações e execução das obras de implantação do corredor do BRT.


Segundo a assessoria da Sinfra, no valor da obra também estão inclusas as construções de 46 estações, de um terminal na região do Coxipó e outro no CPA, e a reconstrução do Terminal André Maggi, em Várzea Grande. Será construído ainda um viaduto para passagem do BRT na rotatória das avenidas Fernando Corrêa da Costa e Beira Rio, de uma nova ponte sobre o Rio Coxipó e a criação de um parque linear na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, mas conhecida como do CPA.


Também estão previstos a requalificação do Largo do Rosário e demais adequações no trânsito. No RDCi, a empresa vencedora ficará responsável pela elaboração do projeto e depois pela execução da obra, que tem um prazo de dois anos para ser concluída após o seu início.


Troca onerosa


Para “liberar” o projeto do BRT, o governador achou benéfico assumir e quitar o restante da dívida do VLT, algo em torno de R$ 560 milhões, que já soma-se a uma cifra bilionária gasta desde 2014. Com o recurso citado, mais o que vai se investir no BRT, o Executivo Estadual finalizaria o “projeto da Copa”.


Entretanto, e estranhamente, mesmo com os vagões já no estado há anos, no aguardo de entrarem em funcionamento, e com todo o modal mais de 50% construído, Mauro Mendes preferiu injetar e dissolver mais centenas de milhões e enterrar o projeto.


A obviedade de investir o mesmo valor e ter um transporte muito mais rápido, confortável e moderno aos cuiabanos, várzea-grandenses e mato-grossenses, que sempre visitam a capital do estado, quando se analisa a relação incomparável do VLT com BRT, principalmente com o primeiro já tendo mais de 50% da obra executada, cria um enorme ponto de interrogação.


O enredo mostra-se suficiente para, quem sabe, fazer emergir num futuro breve um dois maiores escândalos de desrespeito a dinheiro público na história recente de Mato Grosso, mesmo com a “concorrência” dos fatos já conhecidos das últimas gestões.


Fonte: Minuto MT

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