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Governador volta a criticar política armamentista de Bolsonaro

  • Welington R
  • 12 de set. de 2022
  • 2 min de leitura

Mauro Mendes está na condição de aliado de Bolsonaro nas eleições 2022, mas não esconde seu desapreço por diversas ações do presidente

O governador Mauro Mendes (União Brasil) novamente causou estranheza ao se levantar contra uma pauta tida quase como “sagrada” pelo atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), e seus apoiadores.


Aliado do atual mandatário nacional nas eleiçõe 2022, o gestor estadual criticou abertamente, nas últimas horas, como já havia feito em outras oportunidades, as políticas armamentistas como a que Bolsonaro introduziu no Brasil, ao editar decretos facilitando o acesso a armas para civis


“Eu não concordo com isso. Não é armando a população até os dentes que nós vamos diminuir a violência, isso não funciona assim. Nos Estados Unidos criou-se outros problemas em alguns outros países que fizeram isso também”, declarou em entrevista ao G1, revoltando apoiadores do presidente.


De acordo com o governador, o que lhe faz sentido apenas é o direito do uso de arma de fogo poderia ser concedido no Brasil para aqueles que moram em área rural, isolados e até de difícil acesso. “No Brasil, o direito do cidadão em determinadas condições, como por exemplo quem mora lá no campo e tem uma propriedade isolada eu até acho que tem sim o direito. Agora na área urbana eu não acredito que esse seja o caminho”, completou.


O tema virou debate estadual após a apresentação de um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa que pretende conceder o porte de armas para atiradores desportivos legalizados no estado. A matéria chegou a ser aprovada, enviada para sanção, onde foi parcialmente vetada pelo governador.


“É um debate que ele pode ser feito por mim como governador e cidadão, mas a decisão disso não cabe a mim governador cabe ao Congresso Nacional. A constituição é muito clara, cada um tem uma atribuição e não é a minha atribuição ou da nossa Assembleia Legislativa criar esse tipo de lei, por isso o Ministério Público foi e derrubou”, explicou o governador, que visivelmente está longe de dialogar na mesma trincheira ideológica do atual presidente da República.


A união entre os dois foi costurada, até forçadamente, pelo atual senador, Wellington Fagundes (PL), do partido de Bolsonaro, que não queria um adversário do grupo de Mauro. O governador, por sua vez, não queria deixar espaço para que um candidato ao Governo do Estado com ligação verdadeira com o presidente colocasse em risco sua reeleição. A conveniência política, por fim, como quase sempre ocorre, venceu.


Fonte: Minuto MT



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