Fávaro dispara contra Bolsonaro e chama sua vinda a MT de "eleitoral"
O senador entende a visita como uma agenda visando a captação de votos e não com relação direta aos interesses do estado

O senador, Carlos Fávaro (PSD), que se elegeu em pleito fora de época, em 2020, colocando o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB), pra dizer que o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), não poderia apoiá-lo, mas que havia lhe confidenciado que confiava em seu nome, segue sua sina agora de atacar o mandatário nacional, mesmo porque tem mandato garantido até o início de 2027.
Ele afirmou que não irá aos eventos que contarão com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), em Cuiabá, nesta terça-feira (19), sobretudo porque entende a visita do atual chefe do Palácio do Planalto como uma agenda visando a captação de votos e não com relação direta aos interesses do estado.
“Eu acho que será um evento muito mais de cunho eleitoral do que administrativo. Se fosse nessa segunda hipótese, como uma prestação de contas do mandato em favor dos mato-grossenses, certamente estaria junto, mas como me parece esse viés de pré-campanha, que eu respeito, acho que não se faz necessária minha presença. Vou deixar que ele cumpra a agenda dele com tranquilidade em respeito aos seus eleitores”, afirmou, em entrevista à rádio Metrópole.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) irá desembarcar por volta das 15h desta terça-feira (19) no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e irá direto à 45ª Assembleia Geral Ordinária da Convenção Geral da Assembleia de Deus no Brasil. Em seguida, às 18h, Bolsonaro segue para o Lançamento da Marcha para Jesus, no bairro Praeirinho, também na capital. O ato, que também é de caráter religioso, será no Auditório da Comunidade das Nações, na Rua F, número 1.
PSD perto de Lula
A fala do líder estadual do PSD é entrosada com a do comandante nacional da sigla, Gilberto Kassab, que desde 2021 tem aumentado o tom contra o atual presidente e deve se juntar ao PT de Lula no mais do que provável segundo turno que colocará o ex-presidente contra Bolsonaro. O posicionamento de Fávaro, contudo, atrapalha seu aliado, Neri Geller (PP), já escolhido por ele como aquele que será apoiado pelo partido à única vaga que estará disponível ao Senado Federal e que persegue, com todas as forças, o apoio presidencial ou, no mínimo, a neutralidade do mandatário na disputa.
Fávaro, aliás, passou toda a campanha de 2020 visivelmente engasgado. Durante a campanha que lhe garantiu no cargo, espaço este que já havia conquistado de maneira temporária, extraordinária e historicamente inédita no Supremo Tribunal Federal – STF, mesmo após perder as eleições de 2018, o então candidato não teceu nenhuma crítica ao presidente, mas essa foi a primeira coisa que fez um dia após vencer. Em entrevista no rádio, o senador surgiu como “outra pessoa” e já tratou de alfinetar Bolsonaro como primeiro ato pós vitória.
Fonte: Minuto MT

























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