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Empaer e parceiros produzem 45 mil mudas de café com mão de obra de reeducandos

13 de jan. de 2022
2 min de leitura

Já passaram pela iniciativa 55 reeducandos, atualmente são cinco homens que ajudam em várias frentes de trabalho, além da produção de café


Cerca de 45 mil mudas de café foram distribuídas a produtores do Estado via Programa MT Produtivo, a partir de uma parceria entre a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Sistema Prisional, Vara Criminal de Tangará da Serra e Conselho da Comunidade.


Foram beneficiados produtores de Cuiabá, Chapada dos Guimarães, São José do Rio Claro, Diamantino, Nova Olímpia, Porto Estrela e uma comunidade indígena em Barra do Bugres.


Todo trabalho foi coordenado e supervisionado pela equipe da Empaer e executado por reeducandos do Centro de Detenção Provisória de Tangará da Serra, no Campo Experimental com a direção do Escritório Local.


Com uma área de 215 hectares, dos quais 3 hectares usados na cultura do café, o trabalho começou no mês de outubro e consistiu na construção do viveiro, formação do jardim clonal para o fornecimento das mudas, plantio experimental para avaliação de 50 clones de café, enchimento, condução das mudas, preparo dos substratos, adubação e o plantio no Campo Experimental.


A juíza da 1ª Vara Criminal, Edna Coutinho, destaca a Lei de Excussões Penais nº 7.210/1984 que garante o trabalho remunerado à pessoa privada de liberdade. Ela destaca todo esforço das entidades envolvidas para o sucesso da ressocialização. “A pessoa privada de liberdade precisa se dedicar a algo nesse tempo que está presa. É isso que proporcionamos aqui. Restaurar a dignidade por meio de um trabalho”.


A magistrada ressalta que por ser remunerada, toda renda é dividida conforme estabelecido em contrato. “O recurso é de um salário mínimo e dividido em duas contas poupança, 2/3 disponível à família ou ao próprio reeducando; e 1/3 fica depositado para ser liberado ao sair, sendo uma poupança programada. O ciclo envolve a sociedade que tem o retorno de um cidadão ressocializado e passa pela segurança pública, com a garantia de menos um criminoso a ser combatido. É um cidadão que tem uma nova oportunidade”.


O diretor do Centro de Detenção Provisória de Tangará da Serra, Roberto de Souza Siqueira, diz estar otimista com a parceria. “O cidadão privado de liberdade vai voltar a conviver em sociedade, por isso é fundamental poder proporcionar a oportunidade de uma mudança para melhor. Trabalhar nesse projeto é uma enorme satisfação”.


Fonte: Agora MT

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