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Emanuel diz que livrou Mauro Mendes da cadeia

  • Welington R
  • 22 de set. de 2022
  • 2 min de leitura

Prefeito afirma que assumiu do seu antecessor, hoje governador do estado, uma licitação cheia de irregularidades de R$ 712 milhões

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), colocou ainda mais pimenta na relação conflituosa que possui com o atual governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB), e garantiu, nesta semana, que o algoz só não está preso por sua causa.


O prefeito afirma que sua intervenção, todavia, foi o verdadeiro motivo do rompimento entre ele o Mauro. Trata-se da anulação de uma licitação de R$ 712 milhões que Emanuel herdou da gestão de Mauro como chefe do Executivo da capital.


O contrato seria para iluminação de LED, formalizado em dezembro de 2016, no apagar das luzes da gestão de Mendes. O atual, por coincidência, lançou o “MT Iluminado”, já como governador, que trata exatamente do mesmo investimento trazido à tona agora pelo prefeito cuiabano.


Segundo Emanuel, graças a suspensão da Parceira Público Privado (PPP) Mauro Mendes não foi preso, já que o processo teria indícios de irregularidades. “Eu anulei essa licitação. Outro escândalo que liga as empresas da família dele. E foi o verdadeiro motivo por ele romper comigo. Ele tinha feito uma PPP as pressas por R$ 712 milhões e queria que eu desse a ordem de serviço assim que eu tomasse posse, porque não deu tempo. Com certeza ele seria preso e eu evitei isso. Preservei os cofres públicos de Cuiabá, que seriam lesados com esse contrato”, disse Emanuel Pinheiro na última terça-feira (20).


Segundo Pinheiro, que atualmente está licenciado para coordenar a campanha da esposa, Márcia Pinheiro (PV), que tenta evitar a reeleição de Mauro, as irregularidades seriam no mesmo ‘modus operandi’ da denúncia contra o processo licitatório do BRT, de que o consórcio vencedor teria ligações com empresas da família do governador e de outros sócios do chefe do Paiaguás.


“São as mesmas ligações entre sócios, ou seja, o mesmo modus operandi feito no consórcio do BRT e dos pedágios. Todas elas envolvem empresas do governador, de seus sócios ou familiares. Acreditar que foi por isso que ele rompeu comigo é um pensamento meu, pois não tenho provas disso, mas sei que isso o deixou contrariado, assim como muita gente”, completou.


Em 2021, já havia sido conhecida a denúncia de que uma das empresas da família do governador havia firmado sociedade posterior com uma das empresas que compuseram o Consórcio Cuiabá Luz, vencedor da contratação de 2016, denotando um cenário que corrobora com a versão de Emanuel.


Até o momento, Mauro não se manifestou pela nova denúncia de que foi alvo. O espaço segue aberto ao governador.


Fonte: Minuto MT


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