Delegado acusado de invadir residência de empresária está em estágio probatório e pode ser demitido

O corregedor da Polícia Civil, delegado Marcelo Felisbino, disse nesta quarta-feira (30), que as condutas do delegado Bruno França Ferreira, acusado de invadir uma casa no condomínio de luxo Florais dos Lagos, em Cuiabá, e ameaçar sua proprietária está sendo apurada.
Acompanhado de três policiais da Gerência de Operações Especiais (GOE) armados com fuzis e pistolas, o delegado invadiu, sem mandado judicial, a residência na noite de segunda-feira (28) para prender a proprietária do imóvel que teria descumprido uma medida protetiva contra o enteado dele, de 13 anos.
“Tem que ver se houve ou não uma conduta punível. Ainda não podemos dizer: ele agiu de forma punível. As penalidades vão desde a advertências a suspensões. Ele está em estágio probatório e isso conta, também. Ele ainda não é um servidor estável, e ele tem que se atentar a esse fato. Por isso, temos que tomar cuidado de não colocar uma culpa antes da hora, estamos em fase de apurações preliminares”, afirmou.
Bruno França atua em Sorriso e ingressou nos quadros na Polícia Civil em janeiro deste ano. Ele ainda está em estágio probatório de três anos e por ainda não ter direito à estabilidade funcional, corre maior risco de ser demitido.
O delegado invadiu uma casa no condomínio Florais dos Lagos na noite de segunda-feira (28), alegando que estava cumprindo uma prisão em flagrante por descumprimento de medida protetiva que seu enteado de 13 anos teria contra a dona da casa.
A família morava em outro condomínio de luxo, o Alphaville, também em Cuiabá, onde sete meninos bateram no filho dela, que tem 11 anos. Eles processaram a família do delegado, que, depois, processou a família que teve a casa invadida.
A fim de evitar mais problemas, a mulher teria se mudado para o Florais dos Lagos. Na segunda-feira, o adolescente teria ido até o atual condomínio da mulher para jogar bola com amigos, e eles acabaram se encontrando. O menino então teria ligado para o padrasto, que foi até o local abordar as vítimas.
De acordo com o advogado da família que teve a casa invadida, o delegado, acompanhado de três policiais da Gerência de Operações Especiais (GOE) armados com fuzis e pistolas, não tinham mandado judicial. A mulher foi conduzida à delegacia, e presa em flagrante.
Fonte: O Documento

























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