Comissão de ética pede cassação de Paccola por morte de agente do socioeducativo

Vereadores da Comissão de Ética da Câmara Municipal de Cuiabá concluíram, nesta terça-feira (20), o relatório que pede a cassação do parlamentar Marcos Paccola (Republicanos), por quebra de decoro, após ele ter matado a tiros o agente do socioeducativo Alexandre Miyagawa, de 41 anos.
O vereador Kassio Coelho (Patriota), apresentou um parecer favorável à cassação do parlamentar.
Coelho afirmou que o relatório será encaminhado ainda nesta terça-feira ao presidente da Câmara, Juca do Guaraná (MDB), que deve levar o documento para ser apreciado em plenário.
Para ser cassado, o parecer deve receber 13 votos favoráveis.
No dia 13 deste mês, Paccola apresentou sua defesa no processo de quebra de decoro parlamentar na Comissão de Ética.
Paccola foi indiciado pela Polícia Civil e denunciado pelo Ministério Público do Estado por homicídio qualificado.
Conforme o MP, o crime foi cometido mediante utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Segundo o relator do caso na Câmara, o documento foi construído “com base no parecer do Ministério Público e do inquérito policial”.
Juca do Guaraná ainda disse, em coletiva de imprensa, que todos os trâmites foram respeitados até o momento.
“Tão logo vamos tomar todas as providências para que a votação seja feita o mais rápido possível, após chegar nas nossas mãos [o relatório]”, afirmou.
No dia 1º de julho, as câmeras de segurança de estabelecimentos próximos registraram o momento em que Alexandre desce do carro da namorada e caminha até a mesa onde ela está. Em determinado momento, as pessoas ao redor se afastam dos dois por alguma razão.
O casal sai da mesa e volta ao carro. Neste instante, cerca de três minutos após a chegada de Alexandre ao local, ele é atingido pelas costas por três disparos efetuados pelo vereador Paccola, que recém havia chegado na conveniência.
Alexandre não teve chance de defesa, conforme o MP. Na ocasião, Paccola informou que a vítima estaria armada e havia ameaçado a namorada.
Contudo, a promotoria entendeu que “em nenhum momento, a vítima agrediu ou ofendeu quem quer que lá estivesse e não apontou sua arma de fogo na direção de ninguém”.
A perícia apontou que dois dos três tiros causaram ferimentos graves e lesionaram o pulmão de Alexandre, além do diafragma e fígado, o que ocasionou grande perda de sangue. A causa da morte foi hemorragia, após trauma torácico por projéteis de arma de fogo.
Fonte: Veja Bem MT

























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