Candidata ao Governo,a primeira-dama de Cuiabá Márcia, fala em concluir o VLT
- Welington R
- 15 de ago. de 2022
- 2 min de leitura
Obra da Copa de 2014, que já consumiu mais de R$ 1 bilhão, foi trocada por um BRT, pelo atual governador, em operação bem contestada

Candidata ao Governo do Estado de Mato Grosso, a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro (PV), afirmou, nas últimas horas, que concluir a obra do VLT entre Cuiabá e Várzea Grande será uma das prioridades do seu projeto de governo.
“Terminar a obra do VLT é um compromisso que assumo. É um dever. Essa demonstração de incompetência do Governo. Uma afronta aos usuários do transporte público. Existe um projeto, com 22,2 km de extensão, com 32 estações, que já possui seis quilômetros de trilhos instalados em Cuiabá e Várzea Grande, além de vagões adquiridos, seja desperdiçado”.
Márcia foi o nome escolhido pela Federação Brasil de Esperança (formada por PV, PT e PCdoB) e apoio do PSD e PP para concorrer às eleições em outubro contra Mauro Mendes (União Brasil). O presidenciável Lula deve vir ao estado lançar oficialmente a primeira-dama da capital ao Palácio Paiaguás.
Segundo a candidata, é inadmissível que os 40 trens do VLT estejam sofrendo o desgaste natural do tempo, sem que nenhum dos mais de 300 mil usuários do sistema público de transporte das cidades de Cuiabá e Várzea Grande tenha utilizado o modal.
“É um tapa na cara da sociedade. Perguntem às pessoas. A atual gestão do Estado mantém um histórico de obras paralisadas, são hospitais, escolas e a obra do modal VLT, que repercute nacionalmente, como uma vergonha. O Governo deveria responder a quem, de fato, interessa esse retrocesso. Jogar fora mais de R$ 1,2 bilhão é inconcebível”, declarou a candidata sobre a tentativa de mudança do sistema de transporte para o BRT.
No total, 40 trens com 7 vagões cada e capacidade diária de transporte de cem mil pessoas por dia, estão inutilizados na central de operacionalização e monitoramento (instalado em Várzea Grande) há quase dez anos.
Márcia também defendeu que a finalização é possível e em tempo célere, mediante a utilização de recursos do caixa do Estado
Mauro quer BRT
Já o atual governador, Mauro Mendes (UB), que quer a reeleição, ignorou as obras já executadas mais do que a metade, os vagões já existentes no estado é toda estrutura montada, bem como o R$ 1 bilhão já gasto, e decidiu quitar os R$ 560 milhões de financiamento aberto com a Caixa Econômica Federal – CEF para enterrar tudo que já foi gasto e implantar no local um sistema de BRT, que é composto de ônibus.
Segundo argumenta o gestor estadual, o sistema de BRT, licitado por R$ 460 milhões, acarretará u custo de passagem mais barata ao usuário. A informação, contudo, sobretudo por elevações do custo da construção civil e outros cálculos, é contestada por técnicos do setor ferroviário, que questionam anunciados estudos que o governador diz ter tido acesso para tomar a decisão.
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), acionou o Tribunal de Contas da União – TCU, que suspendeu os trâmites da troca de modal e congelou o projeto do BRT, irritando profundamente Mendes.
Fonte: Minuto MT

























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