Caminhoneiros, índios e políticos de MT estão em Brasília para ato
- Welington R
- 15 de nov. de 2022
- 3 min de leitura
Segundo números não-oficiais, estariam cerca de 200 índios paresi e cerca de 300 caminhoneiros, todos de MT, no ato

Um ato de ativistas de direita, revoltados com o resultado recente das urnas que elegeu o ex-presidente Lula (PT) para novamente comandar o país, deve chacoalhar Brasília durante todo o feriado de 15 de novembro. Mato Grosso, com caminhoneiros, indígenas e lideranças políticas é um dos estados que mais contribuiu em volume para o movimento.
Em Brasília, os manifestantes seguem concentrados em frente ao quartel-general do Exército no Setor Militar Urbano, com faixas no tom de S.O.S. Forças Armadas, pedindo intervenção militar, sobretudo para que se investigue possível fraude nas eleições, bem como seja dado um “basta” no ativismo judicial atual do país, sobretudo no oriundo da Suprema Corte.
O número de pessoas que participa do movimento oscilou ao longo dos últimos dias, mas veio crescendo com a chegada de viajantes do Brasil todo, incluindo famílias, pessoas idosas e crianças, todos em clima pacífico.
Em frente ao QG do Exército estão aproximadamente 500 caminhões, sendo que pelo menos 300 teriam como origem o Mato Grosso. Os veículos têm marcado o manifesto com constantes ‘buzinaços’ com duração de cerca de meia hora, inflamando os manifestantes.

Cerca de 200 índios da etnia Paresí, originários do Mato Grosso, conhecidos pelo pioneirismo de plantar em larga escala em suas áreas, com apoio de Jair Bolsonaro, também se fazem presentes. Além deles, representantes da etnia Mundurucu, da região amazônica, reforçam o time.
O número de carros e ônibus que chegaram desde o último final de semana no local praticamente dobrou, fazendo com que o policiamento no Distrito Federal e a organização do ato em si fosse revista. A expectativa é para que as ruas de Brasília sejam pintadas de verde e amarelo. Não é confirmada ainda a presença do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), nos atos.
Prefeito confiante
O prefeito de Tapurah, Carlos Alberto Capeletti (PSD), gravou vídeo afirmando que encontrou o ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto, em Brasília, e o mesmo lhe prometeu “que vai acontecer algo muito bom para toda a sociedade do Brasil ainda nesta semana”, aumentando o tom do mistério.
Capeletti está acampado em frente ao Quartel General (QG) do Exército Brasileiro. “Estamos aqui em Brasília no acampamento, hoje dia 14, aconteceu uma coisa muito inusitada. Na saída do mercado Carrefour encontramos o general Braga Netto, que veio ao nosso encontro e nos tranquilizou falando que não é para nos preocupar que vai acontecer algo muito bom para toda a sociedade do Brasil ainda nesta semana. Perguntei se até quarta-feira e ele falou que não. Mas até o final de semana, ele garantiu. Estava com um semblante muito bom, uma pessoa acessível e muito boa gente”, disse o prefeito.
Bolsonarista de carteirinha, Capetelli foi alvo de uma ação do Ministério Público Eleitoral após promoter sortear um carro entre os eleitores de Tapurah, caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) fosse reeleito com o maior percentual de votos do estado na cidade.
No vídeo, ele mostra esperança de que os manifestantes vão conseguir apoio dos militares para dar que Lula não assuma o cargo. ”Gente, a coisa vai funcionar, nós não podemos esmorecer. Nós temos que ampliar esse movimento. Ontem (13) tinha mais de meio milhão de pessoas em frente ao quartel. Amanhã (15) deve ultrapassar 2…3 milhões. Tem gente vindo de tudo quanto é lado. Tem pessoas vindo de Rondônia, do Maranhão, da Bahia, que falam que não foi daquele jeito a eleição. Vamos acreditar nessa causa e fazer de tudo para que a gente consiga este apoio dos militares para fazer do Brasil um país melhor”, concluiu.
Fonte: Minuto MT

























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