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BRT lançado em MT a R$ 468 milhões já sobe custo em 43%

  • Welington R
  • 31 de ago. de 2022
  • 3 min de leitura

Quanto ao VLT, a tese é de que o Judiciário encontrará um caminho para o ressarcimento, pelo menos, do R$ 1,2 bilhão já gastos

O governador, Mauro Mendes (União Brasil), e toda sua equipe técnica, que se utilizaram do argumento da economicidade para defender a tese do melhor custo-benefício do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), em relação ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), já começaram a “corrigir” os valores reais que irão gastar de dinheiro público para trocar de modal.


Inicialmente, o propagado para a opinião pública é de que o BRT sairia por R$ 468 milhões, o que teria sido R$ 12 milhões a menos do que o inicialmente projetado, após licitação vencida por um consórcio formado pelas empresas Nova Engevix Engenharia e Projetos S.A., Heleno & Fonseca Construtécnica S.A. e Cittamobi Desenvolvimento em Tecnologia Ltda.


Neste início de semana, em meio a assinatura de contrato com o grupo vencedor do certamente, o governador acabou revelando que uma nova licitação vem por aí. Mais R$ 200 milhões devem entrar em cena para garantir a compra dos equipamentos para a implantação do BRT, o que já corrige o valor inicialmente anunciado em cerca de 43%, totalizando R$ 668 milhões de custo.


Pode subir mais


Técnicos do setor ferroviário, defensores ferrenhos da finalização do sistema do VLT – que já teria mais de 50% do projeto executado, sobretudo em Várzea Grande – estimam que, mediante os acréscimos relevantes de valor no custo da construção civil, nos últimos meses, provavelmente as obras do BRT sofrerão aditivos financeiros no futuro e estimativa técnicas já elevam a obra para mais de R$ 1 bilhão para ser finalizada, informação não confirmada pelo Palácio Paiaguás.


Por falar em bilhão, o governador assumiu o desgaste de ignorar R$ 1,2 bilhão já gasto desde 2012, quando iniciaram as obras do VLT. Os vagões do modal, inclusive, já se encontram no estado há anos aguardando para entrar em operação. Mauro, entretanto, preferiu investir cifra praticamente idêntica ao que teria que aplicar para entregar o modal da Copa, já parcialmente executado, para começar outro projeto totalmente do zero.


Do ponto de vista de modernidade, conforto e segurança, o VLT ganha em conceiro com certa folga em relação ao BRT, que na prática pouco difere dos tradicionais ônibus, a não ser por sua capacidade maior de passageiros, dentre outros custos menores e menos poluentes de transporte. A gestão estadual garante, todavia, que o custo da passagem ao usuário será menor com o BRT do que seria com o VLT. A informação cravada do bilhete a R$ 3,00, porém, já foi atualizada pelo governador, que adianta uma necessidade de ajuste na cifra.


Quanto ao VLT, a tese é de que o Judiciário encontrará um caminho para o ressarcimento dos valores já gastos, bem como entrará um meio de alguém recolher e levar os vagões e todo seu aparato, com o devido retorno financeiro compatíveis aos cofres estaduais. Não há no horizonte, entretanto, nenhuma garantia de que isso ocorrerá. O governador nega que a estrutura esteja à venda, como já chegou a ser divulgado.


A explicação


Sobre o anúncio que o BRT custará, na verdade, R$ 668 milhões e não R$ 468 milhões, o gestor preferiu minimizar o desencontro de informações. “Nós fizemos a licitação da obra. Vamos deixar ela andar um pouco e depois vamos fazer uma licitação para comprar os equipamentos. É aquela história: você começa a construir uma casa e depois você compra os móveis”, explicou Mendes, sem exemplificar se vem “novas surpresas” por aí.


Antes de dar o projeto bilionário do VLT como “enterrado”, o governador ainda finalizou um financiamento de R$ 560 milhões junto à Caixa Econômica Federal – CEF para ficar livre para implantar o sonhado BRT de sua gestão. Em inserções feitas nesta terça-feira (30), na TV, a chapa oposicionista liderada pela candidata, Márcia Pinheiro (MDB), trouxe à tona um vídeo com fala do próprio Mauro Mendes, ainda como prefeito, falando sobre o absurdo que seria ignorar e jogar no “lixo” o investimento bilionário do VLT.


O governador travou uma luta jurídica e só conseguiu destravar a obra após o Tribunal de Contas do Estado – TCE, na semana passada, acompanhar sua tese jurídica e conseguir no Supremo Tribunal Federal – STF, por ação de Dias Tofolli, derrubar uma decisão do Tribunal de Contas da União – TCU, que em defesa do contribuinte havia paralisado o processo de troca de modal.


Na peça publicitária da campanha de Márcia, é questionado o motivo e pelo “interesse de quem” o agora governador mudou de opinião.


Assista:



Fonte: Minuto MT

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