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Barbudo crê em promessa de Wellington e constrange eleitos

  • Welington R
  • 9 de dez. de 2022
  • 2 min de leitura

Segundo o que Barbudo fez disse à imprensa, cada deputado eleito do PL já estaria pronto a abrir mão de 120 dias por ano de mandato pra ele

Vivendo os últimos dias do seu atual mandato de deputado federal, Nelson Barbudo (PL) criou um enorme constrangimento entre os quatro eleitos para a Câmara dos Deputados pelo atual partido do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao tornar público um suposto acordo por rodízio.


De acordo com tese lançada ao público pelo site OLHAR DIRETO, o acerto de bastidores envolveria a renúncia de quatro meses por ano de mandato por parte de Abílio Brunini, Amália Barros, Coronel Fernanda e José Medeiros.


Segundo o que Barbudo fez questão de dizer à imprensa, cada um já estaria condicionado a abrir mão de 120 dias de mandato a cada 365 dias corridos. Segundo o próprio Nelson, tudo já estaria validado pelo senador e comandante estadual da sigla, Wellington Fagundes (PL), e pelo líder nacional do PL, Valdemar Costa Neto.


Bastidores


O MINUTO MT apurou, contudo, que a sinalização dada pelos caciques foi apenas um jeito de “acalmar o coração” de Barbudo, que se vê desesperado por compromissos realizados em campanha e que agora não sabe como os cumprirá, principalmente com o fato de que Bolsonaro também perdeu e não poderá lhe acolher no Governo Federal.


A reportagem levantou com gente ligada aos quatro eleitos e falou até com alguns deles. Nenhum disse ter sacramentado qualquer tipo de acerto neste sentido, o que soa mais do que natural visto que três do quarteto são novos eleitos e não veem a hora de começar o trabalho. Sair da cadeira, ao que parece, não passa pela cabeça de ninguém.


Todavia, o que “pegou mal” de verdade, de acordo com as fontes ouvidas, e talvez tenha sacramentado qualquer chance de abertura de espaço a Barbudo, foi exatamente o fato dele ter tornado pública a questão.


O que diz a lei


A fala do agora suplente soou como uma espécie de pressão nos futuros titulares do mandato, como se eles estivessem sendo infeis ao partido caso não abrissem espaço, o que não ‘colou’, sobretudo pela questão legal controversa do tema.


“É um tema extremamente espinhoso, não é uma questão pacificada. O partido não possui a autonomia jurídica pra obrigar o filiado a abrir vaga, tampouco o rodízio é uma das hipóteses para justificar a licença (o que se configura em um tratamento de saúde, por exemplo). A prática nos mostra que é um corriqueiro acordo de cavalheiros, feito na esfera política e não jurídica. Todavia, até na política é um tema muito sensível, visto que pode ser entendido como um ato imoral, sobretudo pelos eleitores que elegeram o titular da cadeira e que votaram para tê-lo lá os quatro anos”, comentou um advogado especialista em direito eleitoral de Mato Grosso, que preferiu preservar seu nome.


Derrocada


Fenômeno eleitoral em 2018, ao romper a barreira dos 126 mil votos e ser o deputado federal eleito com maior apoio popular, na ocasião, Barbudo decepcionou no mandato em momentos decisivos (como na briga de Jair Bolsonaro x Luciano Bivar) e fez ‘apenas’ 53.285 votos, uma queda de quase 60% nas urnas.


Em outras palavras, o deputado em fim de mandato não estaria tão bem assim com as ruas para exercer qualquer autoridade com os companheiros de partido.



Fonte: Minuto MT




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