top of page

A Medeiros e Valdemar, Bolsonaro rejeita palanque aberto em MT

  • Welington R
  • 29 de jul. de 2022
  • 3 min de leitura

Presidente não engoliu tentativa de manobra do governador, Mauro Mendes (UB), e mandou recado ao estado que “é tudo ou nada”

Em reunião com o deputado federal José Medeiros (PL) e o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, na última terça-feira (26), o presidente Jair Bolsonaro (PL) se posicionou contrário à proposta do governador Mauro Mendes (UB) de um palanque aberto para o Senado Federal.


Além de Bolsonaro, o palanque de Mauro estava sendo montado de maneira a acomodar candidatos de partidos que apoiam a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o comando do país.


“O acordo feito por Mauro com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, era de apoio à reeleição do presidente Bolsonaro e do senador Wellington Fagundes em Mato Grosso. Agora, Mauro quer abrir seu palanque para apoiar candidatos ao Senado que apoiam o PT. Não existe meio apoio. Ou ele está com Bolsonaro, com o PL, ou contra”, afirma Medeiros, que é vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara Federal.


Diante do impasse e da incerteza com relação a lealdade de Mauro com o presidente Bolsonaro, Medeiros defende que o PL construa uma chapa majoritária com o PTB, tendo o presidente licenciado da Aprosoja Brasil, Antonio Galvan, como candidato ao governo e Wellington Fagundes ao Senado ou vice-versa.


“Diferente do União Brasil, que tem pré-candidato próprio a presidente da República [Luciano Bivar], o PTB apoia a reeleição de Bolsonaro e está alinhado ideologicamente com a direita bolsonarista. A aliança beneficia Wellington e Galvan como também os eleitores de Bolsonaro que não se identificam com Mauro Mendes”, explica o deputado federal.


Considerado um dos principais aliados do presidente em Mato Grosso, Medeiros lembra que o governador passou quase quatro anos criticando Bolsonaro e sua gestão.


“Além disso, Mauro nunca reconheceu publicamente o apoio financeiro do Governo Federal para Mato Grosso, muito menos as inúmeras obras e ações da União em nosso estado. Apesar disso, o governador sabe que sua reeleição ficaria comprometida sem o apoio do presidente”.


Mesmo defendendo uma chapa de oposição a Mauro Mendes, o deputado Medeiros frisa que a condução da aliança do PL com o governador vem sendo feita pelo senador Wellington, que é o presidente estadual da sigla. Já sobre a sua posição, caso se confirme o apoio do PL a Mendes, Medeiros é categórico ao afirmar que não apoiará o governador.


“Já comuniquei ao presidente Bolsonaro que, por uma questão de coerência, eu não apoio o Mauro. Respeito e entendo qualquer decisão do partido, pois o nosso projeto maior é reeleger o presidente e impedir que o PT volte a roubar o Brasil. Porém, não posso subir no mesmo palanque de um governador que passou anos atacando o Bolsonaro, seu governo e seus aliados”.


O senador Wellington Fagundes (PL), principal entusiasta da união com Mendes, garantiu à imprensa, na quarta-feira (27), que o palanque foi “fechado” em torno do seu nome, citando que nunca aceitou nada diferente.


O governador, contudo, estava bem empolgado com o formato descabido de aliança e queria achar um jeito de apoiar Neri Geller (PP), Natasha Slhessarenko (PSB) e Wellington, o que o faria ficar bem com “todo mundo”, o que inclui Blairo Maggi (PP) e Max Russi (PSB).


Apesar da vontade do governador, o líder do UB em Mato Grosso, Fábio Garcia (UB), expôs que a condição não tem respaldo legal.


Fonte: Minuto MT



Comentários


d63ec30a03562c48f1115f7ff9a5f2e7.gif
d63ec30a03562c48f1115f7ff9a5f2e7.gif
bottom of page